Cronologia de mais de quatro meses de conflito.
O conflito guineense teve início a 7 de Junho, depois da destituição
do brigadeiro Ansumane Mané do cargo de chefe do
Estado-Maior-General, acusado de negligência na segurança
dos paióis, o que estaria a permitir o tráfico de armas para
os
guerrilheiros da Casamansa. 7 Junho - Embaixador
de Portugal
recebe uma
chamada anónima a anunciar um
levantamento
militar. Dez minutos depois
regista-se um forte
tiroteio na zona do Estado-Maior do
Exército,
que se estende depois ao complexo
militar de
Brá, que é tomado pelos revoltosos.
"Nino"
Vieira responsabiliza Mané pela
revolta.
8
Junho - Militares do Senegal e da
Guiné-Conacri são vistos pela
primeira vez junto
das forças governamentais
guineenses.
9
Junho - Em comunicado, Mané
afirma que o Governo não controla
a situação e
pede a demissão de "Nino" Vieira e
do Governo e eleições livres em
Julho.
12
Junho - Conselho de Segurança
da ONU condena tentativa de golpe
em Bissau.
14
Junho - Junta militar desmente
tomada de Brá.
18
Junho - "Nino" considera a
revolta militar "um complot
político" e exige que os
revoltosos deponham as armas.
24
Junho - Junta Militar divulga
Programa de Acção em que reafirma
a demissão de
"Nino" e a realização de eleições
gerais.
26
Junho - "Nino" Vieira reafirma
abertura ao diálogo, mas
condiciona-o à deposição
das armas por parte dos revoltosos.
MNE de Portugal e Angola
reúnem-se em Dacar
para preparar uma missão de bons
ofícios.
27
Junho - Gama e Moura em
Bissau, reúnem-se sucessivamente
com "Nino" e Mané.
30
Junho - Mediação a bordo da
fragata Vasco da Gama não adianta
nada.
2
Julho - Junta Militar solicita
intervenção lusófona como garantia
para negociar com
Bissau.
4
Julho - CEDEAO promete ajudar
"Nino".
16
Julho - Cimeira da CPLP lança
mediação com grupo de contacto.
24
Julho - Grupo de Contacto em
Bissau inicia negociações.
26
Julho - Assinatura de
memorando de entendimento entre
as partes beligerantes.
Cessar-fogo desde as 15 horas locais.
28
Julho - CPLP admite presença da
CEDEAO como observadora.
25
Agosto - Cessar-fogo é assinado
pelas duas partes numa reunião na
cidade da
Praia.
16
Setembro - Ronda de negociações
de Abidjan termina em impasse.
Delegação da
Junta retida em Banjul durante
quase duas semanas no regresso.
18
Outubro - Cessar-fogo violado
em Bissau.
21
Outubro - Junta toma Bafatá.